segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

0 MESES A 01 ANO

1.Motor e individual (0-2 anos) – Não se pode falar senão de regras motoras, aqui não há regras propriamente coletivas.
-- 0-1 mês – cantar músicas, conversar, sorrir e tocar.
--2-3 meses – colocar móbiles coloridos e musicais, passear e mostrar os objetos , pessoas e animais que estão a seu redor.
--3-4 meses – brincar de tampar o rosto, como esconde esconde; fazer gestos diferentes e oferecer à criança mordedores e chocalhos. Surge o interesse por cores(sobretudo vermelho, amarelo e azul) e formatos, por tudo que é redondo e brilha.
-- SENSÓRIO MOTORES 1 a 4 meses :
-Criar um ambiente enriquecedor;
-Utilizar lenções coloridos e atraentes quando colocar de bruços;
-Massagear o bebê todos os dias;
-Converse , cante, toque músicas suaves;
-Faça uso de móbiles;
-Dependurar objetos coloridos no berço;

-Ao brincar com o bebê, coloque um dedo em cada mão dele e  suavemente estique os seus braços;
-Toque os lábios da criança com seu dedo;
Toque o rosto do bb suavemente.
(JACOB, 2005,p.59-62).
FASE DAS REAÇÕES CIRCULARES BÁSICAS  1 a 4 meses:
-Ofereça ao bb uma variedade de objetos com texturas, formatos e tamanhos diferentes;
-Desloque um chocalho de um lado para o outro do corpo do bb da cabeça aos pés e balance-o suavemente;
-Coloque uma luva em colorida na mão do seu bb;
-Coloque o bb de frente para o espelho, ajudará o bb a se reconhecer como um ser independente do mundo;
-Quando ouvir o seu bb emitindo um som como “ah”, diga um “aaahhh “ mais prolongado . Logo ele vai imitá-la;
-Com o bb deitado de costas, segure seus pulso e ajude-o a bater palminhas, cantando suavemente:
-Coloque-o sentado por alguns minutos apoiado com almofadas para não cair dos lados (JACOB, 2005,p.68-77).
--4-5 meses – oferecer chocalhos barulhentos e musicais; brincar de esconde esconde por trás de outra pessoa, falando “cadê o bebê? Achou!!! – A criança tentará imitar.
--5-6 meses – aproveitar a hora do banho para brincar. Esconder o brinquedo debaixo de um pano e estimular o bebê a procurar. Brincar de bruços; rolar de um lado para outro é ótimo para o seu desenvolvimento.
-- Seis meses de idade, a criança começa a se interessar pelos objetos que o adulto aproxima dela e, mais tarde pelos objetos que o adulto utiliza (fazemos isso até próximo dos três anos de idade).
--6-7 meses – oferecer objetos sonoros escondidos para estimular a busca visual, auditiva e motora.
Estimular o bb na fase das reções circulares básicas 4 a 8 meses :
-Coloque móbile de chutar no berço;
-Amarre um balão ou um guizo na pulseira do bb;
-Amare um balão no tornozelo do bb;
-Dê à criança uma colher de pau e uma tigela e ela vai descobrir que bater na tigela com a colher produz som;
-Amarre um brinquedo num barbante e coloque o barbante na mão do bb;
-Na banheira encoraje o bb a faze a água ondular. Ele poderá perceber que seus movimentos causam as ondas na água;
-Dê ao seu bb um pqeueno pedaço de tecido com sinos costurados nele. Quando o bb chacoalhar o tecido , os sinos tocarão;
-Role na frente do bb uma bola para frente e para tás;
-Puxe um fio para tocar um sino;
-Encha as bochechas e segure as mãos do bb para apertá-las e esvaziá-las;
-Traga as mãos do bb até a sua boca enquanto você balbucia;
-Apresente para o bb um conjunto de tigelas e coloque uma dentro da outra e depois as separe. Esta atividade é uma grande fonte de aprendizado e diversão;
-Ajude o bb a engatinhar;
-Prenda duas bola de pano com um pedaço de elástico entre elas. Segure uma ponta e encoraje o bb a segurar pela outra ponta. Estique o elásticos e solte.
-Apresente um brinquedo par o bb e o ofereça dizendo pegue;
-Faça brincadeiras de esconder, escondendo o rosto;
-Depois esconda um brinquedo atrás de um objeto , revelando apenas parte dele;
- Explore diferentes texturas (JACOBK 2005, p. 81-91)
--7-8 meses – oferecer brinquedos de empilhar e brinquedos musicais. Propor atividades que estimulam a engatinhar, ficar em pé ou andar. -  balbuciar musical; movimentos corporais não necessariamente sincronizados à música;
--8-9 meses- contar histórias pequenas apontando os personagens, deixar a criança ver as figuras e virar as páginas do livro. Dar revistas para ela explorar e rasgar.
-- 9-12 meses – oferecer brinquedos pedagógicos de causa e efeito. Oferecer encaixes simples e blocos de construção bem grandes e coloridos.
-Conteúdos de música: Idade 0-6 Acontecimento = memória de música ouvida durante a gestação; reconhecimento da voz materna; preferência por sons muda do grave ao agudo no final da etapa; procura de fontes sonoras inicialmente com um movimento de olhos e depois com virada da cabeça; diminuição do movimento corporal quando há música; no final desse período respostas corporais generalizadas aos sons musicais.
-Conteúdos de música: 7-12 meses Acontecimentos= percepção de contornos metódicos; padrões rítmicos; forma; timbre; vozes;  modos de cantar; modulação de comportamento em resposta aos tipos de música; preferência por consonância, música a capella – reconhecimento de música conhecida, ouvida repetidamente.
ESTIMULAR O BB NA FASE DAS REAÇÕES CIRCULARES RETARDADAS 8 a 12 meses :
-Aos nove meses o bb gosta de bater palmas;
-Ofereça para a criança instrumentos rítmicos, tambores, xilofones, etc ;
-Coloque três blocos em uma fileira e o encoraje a empurrá-lo;
-Role uma bola fora do alcance da criança e o encoraje a pegar e devolvê-la para você;
-Faça caretas e espere pela imitação;
-Conte histórias curtas para as crianças;
- Aponte para objetos em livros e revistas e diga o nome deles;
-Deixe a criança virar o botão de um rádio velho para mudar a estação;
-Coloque um relógio barulhento debaixo do lençol e deixe que ele o procure e o descubra;
-Use brinquedos que se encaixam um no outro, como copos de tamanhos diferentes;
-Supervisione enquanto o bb coloca pequenos objetos num jarro e os remova;
-Dê oportunidades par a criança encher e esvaziar caixas;

-Dê a criança esponjas com diferentes texturas par brincar na banheira (JACOB, 2005P.98-108).

IDADES DAS CRIANÇAS / ESPECIFICIDADES

0 MESES  A  01  ANO

01   ANO  A  02  ANOS

02  ANOS  A  03  ANOS

03  ANOS  A  04  ANOS

05  ANOS  A  06  ANOS

06  ANOS  A  07  ANOS

07  ANOS  A  10  ANOS

08  ANOS  A  11  ANOS

08  ANOS  A  12  ANOS

12  ANOS

MATEMÁTICA

Uma dica para facilitar a produção textual de uma atividade de matemática é realizar para si questionamentos do tipo
-o que meu aluno responderia nessa questão?
-de que maneira eu, como professor que ensina Matemática, posso intervir de maneira a contribuir para que meu aluo aprenda?
Lembrando que fornecer diretamente a resposta aos alunos não é uma maneira de fomentar a aprendizagem, diante dos referenciais teóricos desta disciplina, poia a ideia é que a construção do conhecimento matemático seja de responsabilidade do aluno , isto é, o aluno deve ser o protagonista de sua aprendizagem.
Ao conduzir aulas nas séries iniciais por meio de jogos, é esperado que quando a criança joga, ela imagine o ponto de vista do seu adversário, tome decisões quanto as suas jogadas, compreenda suas intenções ao realizar uma ou outra jogada e se expresse para explicar uma ação ou apenas trocar informações. São possíveis contribuições dos jogos para a aprendizagem:
 Descentralização e desenvolvimento da linguagem.
Criatividade e raciocínio dedutivo.
JOGOS E BRINCADEIRAS:
--Jogo: pressupõe, no mínimo, uma regra; Brinquedo: objeto manipulável; Brincadeira: ato de brincar com brinquedo ou jogo. O trabalho com o lúdico, os jogos e brincadeiras são  muito valorizados na Educação Infantil, mas começa  a perder o enfoque nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
--Os jogos e brincadeiras podem:  envolver, de maneira integrada, o lúdico e o  esforço espontâneo; contribuir para promover a interação social entre  os participantes; desenvolver a linguagem, a criatividade e o  raciocínio dedutivo.
Todas as habilidades envolvidas neste  processo, que exigem tentar, observar,  analisar, conjecturar, verificar, compõe o que  chamamos de raciocínio lógico, que é uma das  metas prioritárias do ensino da Matemática e  característica primordial do fazer ciência”  (BORIN, 2002, p. 09).
O professor, ao planejar um trabalho envolvendo  jogos e brincadeiras, precisa ter bem claro quais os  objetivos destes: é preciso que haja uma finalidade  matemática, evitando utilizar jogos “de sorte”. Os  mais interessantes seriam os “jogos de estratégias”. Os jogos de estratégias são aqueles em que o fator  “sorte” não implica decisivamente no resultado  do jogo : corrida de cavalos, dama e amarelinha...
----Materiais manipuláveis : ábaco, cartaz de valor-lugar, material dourado, tangram e outros podem se tornar concretos alguns conceitos, assim como o de “número”.
--Uma maneira de tornar acessíveis conhecimentos que só existem enquanto ideia, como o conceito de número, ou até mesmo como forma de provocar o interesse do aluno, os materiais manipuláveis, tais como ábaco, cartaz de valor-lugar, material dourado, tangram e outros, são utilizados. O material dourado e o cartaz de valor-lugar podem, respectivamente, auxiliar o aluno na ideia de:
--trocas hierárquicas e valor posicional (sempre maior que - posição). Tangram: é um quebra-cabeça de origem chinesa, formado por sete 7 peças que pode formar milhares de figuras diferentes. Jogo chinês de sete peças: dois triângulos grandes,  dois pequenos e um médio, um quadrado e um  paralelogramo. Com ele podese trabalhar: proporções entre as  peças, cálculo de áreas, relações geométricas,  construir figuras de acordo com modelos préestabelecidos, construir quadrados com duas, três,quatro, cinco e sete peças, etc.Também é possível trabalhar de maneira  interdisciplinar. Por exemplo, com a disciplina de  Língua portuguesa. Podese pedir para os alunos escrevam uma  história a partir das silhuetas das figuras que eles  construírem com as peças do Tangram.
--No estudo comparativo dos sistemas de numeração é possível constatar a supremacia do sistema indo-arábico e a resistência do povo europeu em adotá-lo. Com essa abordagem histórica a respeito dos sistemas de numeração é possível trabalhar com os alunos, um dos temas transversais indicados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), é a pluralidade cultural (eles têm a cultura de um numeral o português outra).

-- não se fala mais empresta ou vai um (na subtração), e sim troca.
--Algumas atividades são corrigidas pelos próprios estudantes, que trocam os exercícios entre si. "Quando encontram um erro, peço que eles procurem onde o raciocínio falhou e expliquem ao colega", conta o professor Luiz Otton Dumont Filho, da 6ª série. Outra estratégia utilizada por Otton, uma vez a cada semestre, é a avaliação em dois tempos. Assim que termina uma prova, Otton devolve a folha de perguntas ao aluno e permite que ele escolha uma questão para refazer e entregar no dia seguinte. "A condição, acertada com todos desde o início, é que eles mantenham as respostas originais e entreguem a nova solução numa folha separada." O objetivo, segundo Otton, é que o jovem se auto-avalie, compare os caminhos que seguiu e encontre a origem do erro.
-Como resolver as questões dos alunos que não respeitam as regras ou atrapalharam o jogo?
-Como podemos observar, essa atividade e as problematizações propostas substituem com grande vantagem nos textos didáticos e que abordam os temas adição e subtração, além de motivar os alunos a aprenderem a escrever, a ler e a comparar números relativamente grandes para a primeira série.
Todavia, o que consideramos mais importante é que os alunos estiveram envolvidos ativamente. Nessa perspectiva, temos constatado que não importa se a situação a ser resolvida é aplicada, se vai ao encontro das necessidades ou dos interesses do aluno, se é lúdica ou abeta.
-Tomar os depoimentos de alunos ao final de uma quarta (4ª) série quando produziram um livro com os melhores problemas criados por eles durante o ano.
--Existem diversas alternativas pedagógicas voltadas ao ensino de Matemática como:
Resolução de Problemas,
Modelagem Matemática,
História da Matemática,
Etnomatemática,
Jogos e brincadeiras,
Novas tecnologias
Entre outras. Todas essas alternativas pedagógicas são diferentes, mas possui um aspecto em comum: levar os alunos a fazerem Matemática a partir de uma situação-problema.
--De acordo com Ponte, Branco e Matos (2009) o pensamento algébrico inclui três vertentes:
*Representar, que diz respeito a capacidade dos estudantes utilizar diferentes sistemas de representações com caracteres de natureza simbólica;
*Raciocinar, tanto dedutivamente quanto intuitivamente com grande importância para o relacionar e o generalizar;
*Resolver problemas, que trata da utilização de elementos algébricos para interpretar e resolver problemas matemáticos e de outros domínios. Atitudes como traduzir informações representadas simbolicamente para outras formas de representação (verbal, numérica, tabelas, gráficos) e vice-versa,  diz respeito a representar a vertente do pensamento algébrico.
-- Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática apresentam os blocos de conteúdos que embora separados no decorrer do texto, estão intimamente ligados em sua prática. Observe alguns elementos que esses blocos de conteúdos envolve:
 Espaço e forma
 Tratamento da informação.
Grandezas e medidas
Números e operações.
--Uma mesma operação Matemática pode estar associada a ideias distintas.  Exemplos de situações que estão relacionadas a diferentes ideias de adição:
I Tinha cinco figurinhas e hoje ganhei outros oito figurinhas. Com quantas figurinhas fiquei? – acrescentar
II – José vendeu quatro vassouras, mas ainda restam seis. Quantas vassouras ele tinha para vender? – restaurar
III Minha mãe comprou seis bananas e dois abacates . Quantas frutas ela comprou?  - juntar

AVALIAÇÃO== O processo de avaliação deve ocorrer  antes, durante e após a aula trabalhada.

domingo, 17 de dezembro de 2017

português

Assim, temos que considera, no cotidiano da sala de aula, objetivos que levem os alunos a perder o medo de escrever, a valorizar suas variedades linguísticas e a reconhecer as diferenças entre diversos contextos de interlocução, apropriando-se, gradativamente, das formas prestigiadas que são usadas na sociedade em diferentes situações de interação, sobretudo as mediadas por textos escritos (Leal; Brandão 207, p 49).
Como organizar situações de aprendizagem favoráveis para que os alunos produzam textos: De modo gera, o professor deve-se concentrar em organizar as situações de ensino e de aprendizagem,  a partir de três intencionalidades:
*Planejar e desenvolver procedimentos didáticos que mobilizem os conhecimentos prévios dos alunos por meio de situações nas quais circule experiências sociais e culturais interessantes;
*Planejar as situações para que sejam bem específicas no sentido de produzir informações de aprendizagem nas quais os alunos tenham acesso a todas as manifestação da linguagem a fim de fortalecer suas experiência;
--O professor é um mediador atuante da Língua Portuguesa que:
*Orienta as situações de aprendizagem por meio de solicitações precisas e claras, evitando propor muitas demandas de maneiras simultânea aos alunos;
* Possibilita que o aluno compreenda de  onde está partindo e onde pretende chegar de maneira que o sujeito  aprendente  possa desenvolver sua autonomia nas situações de aprendizagem;
*Oportuniza modelos e comportamentos que possa servir de referência para o aluno;
* Explica e organiza as informações de maneira clara e significativa para os alunos;
*Contextualiza o que está sendo trabalhado;
*Pratica a escuta atenta dos alunos e mostra-se responsivo perante as demandas dos alunos.
A ESCOLA E A LÍNGUA PADRÃO:
A abordagem de categorias gramaticais (fonéticas/fonológicas, morfológicas, sintáticas, morfossintáticas) e de convenções da escrita (concordância, regência, ortografia, pontuação, acentuação etc.) deve vir a serviço da compreensão oral e escrita e da produção oral e escrita, e não o contrário. Dessa forma, a criança deve aprender e dominar o sistema linguístico (formal e informal) para compreender os textos (práticas sociais) em suas diversas modalidades.
O ensino de LP deve considerar a variação linguística.
Ensinar português vai além das características gramaticais da língua.
O ensino de LP deve possuir práticas de gramática, leitura, produção de texto e oralidade.
Ensinar português inclui trabalhar as práticas dos alunos socialmente construídas.
O ensino da língua implica o ensino da produção e da compreensão oral e escrita. Portanto, ensinar a língua escrita deve partir desse reconhecimento transmitindo-o aos alunos.
-- As relações de escrita ainda não são suficientes para formar bons leitores, outras intervenções por parte do professor são necessárias. E por intervenções você pode entender as intervenções textuais( tais como o uso de pontuações , conectivos, advérbios, pronomes, etc), seja no plano da argumentação e da coerência.
- Através da refacção, há a compreensão de que a escrita é produção de reflexão, de trabalho com a linguagem (RIOLFI  et al, 2008. P.140)

​Tema: O que ensinar em Língua Portuguesa Prof.(a): Andressa Aparecida Lopes Disciplina: Ensino de Língua Portuguesa Aula: 1 - As concepções de linguagem para o ensino de Língua Portuguesa Semestre: 6º e 7º AULA ATIVIDADE de 18/03/2017 = Dois tipos de método de alfabetização reinaram por anos: os sintéticos e os analíticos. Os primeiros começavam da parte e iam para o todo, mostrando pequenas partes das palavras, como as letras e as sílabas, para, então, formar sentenças. Compõem o grupo os métodos alfabético, fônico e silábico. Já os analíticos propunham começar no sentido oposto, o que garantiria uma visão mais ampliada do aluno sobre aquilo que estava no papel, facilitando o seu entendimento. Pelo modelo, o ensino partia das frases e palavras, decompostas em sílabas ou letras. "Nesses métodos, o essencial era o treinamento da capacidade de identificar, suprimir, agregar ou comparar fonemas.
Então, no século 21, dentro das práticas sociais, parimos do texto (gênero textual) decomposto em suas frases, sílabas e letras.Pois o ensino ocorre dentro da vivência do aluno. Assim fica mais fácil ele assimilar o aprendizado. Exemplo desse ensino que permite este trabalho contextualizado e centralizado nas propostas atuais do ensino de Língua Materna e as suas competências e conteúdos que sua escolha permite, é a música - ela exterioriza os sentimentos e as ideias e seu conteúdo pode ser explorado para se poder entender e vivenciar a cultura, a linguística de cada região. Bem como o impacto ideológico que ela representa e ou, alcança. 
--O letramento tem como objeto de reflexão, de ensino, ou de aprendizagem os aspectos sociais da língua escrita. Assumir como objetivo o letramento no contexto do ciclo escolar implica adotar na alfabetização uma concepção social da escrita, em contraste com uma concepção tradicional que considera a aprendizagem de leitura e produção textual como a aprendizagem de habilidades individuais”. (Kleiman, 2007, p.1)
--Os letramentos variam de acordo com as esferas ou domínios socioculturais e institucionais em que os textos circulam. Letramento familiar – no lar – textos como receitas, manuais, calendários, formulários, agendas, etc; Letramento religioso – na igreja – hinos, bíblia, folhetos, orações, cartazes, etc; Letramento escolar – na escola – textos didáticos, pedagógicos, científicos, literários, etc; Letramento científico – teses, monografias, etc; Letramento profissionais - textos específicos de cada profissão.
--Em letramentos e gêneros = No ensino de Língua Portuguesa, priorizar atividades que dêem oportunidades aos alunos de imersão no mundo da escrita: passeio-leitura pelo bairro; roda de leitura; produção de histórias, poemas; reportagens, apresentações teatrais ou jornalística, jograis, enfim, oportunizar ao aluno o contato com o mais variados gêneros textuais que circulam na sociedade.

Desta forma, há muita relação com o conceito de Letramento, já visto anteriormente.
Os estudos de Ferreiro (1985) foram decisivos na compreensão de quanto os métodos de alfabetização tradicionais são um obstáculo para o processo construtivista de Aquisição da Escrita, visto operarem com seqüências não estabelecidas pelas crianças, determinando critérios de facilidade ou dificuldade que não coincidem com o sujeito, ou seja, com a criança.
Veja os estágios de evolução, que segundo Ferreiro (1995), as crianças passam durante o contato com os sinais gráficos:
Nível Pré-silábico: As crianças apresentam, de início, escritas chamadas deindiferenciadas, pois são compostas por uma série de traços idênticos, garatujas ou grafismos primitivos; não têm controle sobre a quantidade de letras usadas para escrever e, também, não demonstram preocupação com critérios diferenciados entre si, até o momento em que começam a fazer tentativas sistemáticas de estabelecer  diferenciadores entre os grafismos produzidos.
Saiba o que é garatuja em: http://www.avesso.net/psico21.htm


Escreve elefante com muitas letras e formiguinha com poucas
letras (realismo nominal).
 É característica desse nível a crença de que letras e sílabas não podem se repetir na mesma palavra. Exemplo:
AIUNOÁUX – ABACAXI
BXUNAF - MAÇA
Nível Silábico
Nessa fase, o aprendiz procura realizar uma correspondência entre grafia e sílaba, geralmente uma grafia para cada sílaba. Mas, podem apresentar letras que não apresentam relação com a palavra que escreve.
A criança acha que pode escrever tudo o que deseja, embora aquilo que tenha sido escrito por ela não possa ser lido pelos outros; aceita a possibilidade de escrever palavras menores com poucas letras, porém, ainda com certa dúvida, existindo a possibilidade de utilizar uma letra para cada palavra, ao escrever uma frase. E, ainda, não consegue distinguir categorias lingüísticas como artigo, substantivo, verbo, etc.
Veja os Exemplos:
• CIA – calcinha
• AS – sapo.
Nível Silábico-Alfabético
A criança começa a sintetizar que cada grafia corresponde a um som, embora seja possível ela falhar, pelo fato de estar em um conflito nesse momento. O sujeito precisa negar a lógica da hipótese silábica, tentando superá-la, por parecer-lhe precária, escrevendo, por isso, às vezes no nível silábico, outras no sistema alfabético, veja os exemplos encontrados em Ribeiro e Cócco:
• CIOLA – camisola (RIBEIRO,1998, p. 42);
• TIAO – Tiago;
• KVAO – cavalo (CÓCCO, 1996, p.42).
Nesse nível, a criança está quase alfabetizada, pois sua grafia começa a sintetizar o som que ouve, como no caso de cavalo, no qual ela utiliza a letra K para representar o som da primeira sílaba da palavra.
Nível Alfabético
É a fase em que o sujeito estabiliza a hipótese de que a sílaba se decompõe em unidades menores. O aprendiz começa a perceber, a diferença entre letra, sílaba, palavra e frase, ainda que, em alguns momentos, não divida, convencionalmente, as palavras da frase, mas o faça de acordo com o ritmo frasal.
Você pode verificar os níveis do processo de aquisição da escrita da criança, agora veremos as concepções das crianças a respeito do sistema da escrita.
Verifica apenas os aspectos gráficos sem considerar os aspectos construtivos.
Aspectos gráficos – qualidade do traço, distribuição espacial das formas, a orientação predominante dos caracteres, etc.
Assim como essa tirinha da Mafalda, é preciso não somente considerar os traços e linhas feitos pelas crianças, os quais são muito importantes para a coordenação motora fina, mas devemos considerar também os aspectos contextuais, ou seja, o que o aluno quis representar e os meios que utilizou para tal.
Muitos docentes, porém, não levam isso em conta e os alunos, infelizmente, não são levados a construir conhecimento, a compreender o mundo que o envolve e, sobretudo, a ter uma formação não somente baseada nas técnicas de alfabetização, mas também a serem indivíduos letrados.

Vygotsky fala sobre imitação e instrução – o que a criança pode fazer em cooperação hoje ele pode fazer sozinho amanhã.

REFACÇÃO TEXTUAL:
[...] a reescrita insere-se no processo de produção textual, com a intervenção do professor no texto discente, apontando problemas ortográficos, de concordância, de acentuação, coerência, de paragrafação, de pontuação, sempre referentes ao contexto de uso e ao gênero para que, gradativamente, os alunos possam avaliar a adequação do uso de uma forma ou de outra, de acordo com as condições de produção. (Porto, 2007, p. 1083). Ainda, esta etapa da escrita permite estabelecer um diálogo entre professor – texto – aluno. Esse diálogo auxilia na adequação e reescrita dos problemas ou dificuldades encontrados durante o processo da produção textual.
Aspectos já assimilados pelo aluno: Unidade temática; Emprego de letra maiúscula (algumas palavras); Ortografia (parcialmente); Legibilidade; Concordância verba/nominal; Relação oralidade/escrita; Elementos coesivos. Exemplo de produção de texto (Fonte: http://www.nre.seed.pr.gov.br/irati/arquivos/ File/Slides_Lingua_Portuguesa.pdf)
--Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), a refacção é extremamente relevante no ensino de língua portuguesa, pois faz parte do processo da escrita. Com base nessa afirmação, contribuições como o aluno melhora a observação na escrita e na formação cognitiva do pensamento, através de sua produção e refacção.

--A técnica de cloze, que consiste em lacunar um texto após uma breve introdução de três ou quatro linhas.


Você pode suscitar nos alunos curiosidade pelas obras, comentando um pouco mais sobre os mistérios da autoria do livro, uma vez que há quem refute a existência e mesmo à autoria de Homero. Você pode também discutir cos os alunos as diferenças entre a mitologia descrita nas referidas obras e o cristianismo como principal religião do mundo ocidental nos dia de hoje. Ou ainda refletir sobre a linguagem poética utilizada ocidental nos dias de hoje. Ou ainda refletir sobre a linguagem poética utilizada pelo autor, quando por exemplo, descreve o nascer de um novo dia com o aparecimento da Aurora ( uma deusa) e seus dedos cor de rosa (associando a imagem e as cores formadas no céu ao amanhecer). Literatura nacional e estrangeira para Riolfi et al (2008) em virtude dos vestibulares os alunos do Ensino Médio já possuem em seu currículo a ênfase na literatura nacional. Sendo assim valeira a pena trabalhar com a literatura estrangeira no Ensino Fundamental, explorando por meio das leituras a análise comparativa de linguagens e culturas. Adaptações em quadrinhos emprestando as palavras de Riolfi et al 2008 p. 82, “as histórias em quadrinhos há muito flertam com a literatura”. Assim é possível realizar várias atividades envolvendo excelente adaptações em quadrinhos da literatura como, por exemplo, adaptação de Caco Galhardo  a uma de Will Eisner para o clássico Dom Quixote.
Adaptações em quadrinhos emprestando as palavras de Riolfi et al 2008 p. 82, “as histórias em quadrinhos há muito flertam com a literatura”. Assim é possível realizar várias atividades envolvendo excelente adaptações em quadrinhos da literatura como, por exemplo, adaptação de Caco Galhardo  a uma de Will Eisner para o clássico Dom Quixote.

--O ensino de produção de textos deve:
*Propiciar a construção de textos reais e significativos;
*Promover , no momento de produção textual, interações entre os alunos para que as produções reflitam suas vida cotidiana;
*Promover um clima de segurança e afetivo par que os alunos demonstrem sua produção sem medo de errar ou ser criticado;
*Estimular o planejamento das produções com estratégias que serão colocadas em ação no momento da produção textual;
* Contar com um professor mediador e capacitado para conduzir e respeitar as produções dos alunos.

LEITURA

O ensino da linguagem oral e escrita, e o de cálculo, precisa acontecer três ou quatro vezes por semana, no primeiro horário de aula, através de jogos.

Como escolher o melhor livro para crianças:
1. Conheça o gosto de seu filho
2. Escolha livros que fascinam
3. Selecione narrativas que estimulem habilidades
4. Prefira obras que estão de acordo com a fase de desenvolvimento de seu filho
5. Assine o Clube Auge. Entregamos os melhores livros, além de brincadeiras e materiais de apoio exclusivos que desenvolvem a inteligência emocional e proporcionam muita diversão para toda família!
-- leitura e produção de texto – depois do vídeo ou livro, questionar: aspectos positivos, negativos, ideias principais , o que mudariam.
- Leitura concentrada: rever cenas importantes, perguntar: o que chama mais atenção, que dizem as cenas, consequências.
-- leitura e produção de texto – depois do vídeo ou livro, questionar: aspectos positivos, negativos, ideias principais , o que mudariam.
- Leitura concentrada: rever cenas importantes, perguntar: o que chama mais atenção, que dizem as cenas, consequências e aplicações para a vida.
--análise da linguagem: que história é contada, como é contada, qual ideologia.
-- modificar o texto: desenvolver o final, edição do material, adaptando à realidade.


Problemas de ordem linguística: ortográfico, morfológico, lexial, sintático.
Problemas de ordem textual: coesão coerência.
-Segundo o Ministério da Educação MEC (Brasil 2008) a proposta de avaliarsobre perguntas à língua escrita trarão resposta para:
*quais capacidades de leitura os alunos dominam?
*Quais capacidades de leitura a escola agregou ao desempenho de seus alunos em um ano de escolaridade?
*Quais dificuldades em leitura os alunos apresentam ao final de dois anos de escolaridade?
*quais capacidades necessitam ser consolidadas nos anos iniciais do ensino fundamental?
-Postura apresentados pela sua escola tais como:
*Analisem os resultados dos alunos em grupo e individualmente;
*apresentem os registros da turma aos alunos, estabelecendo, com eles, metas a serem alcançadas;
*comuniquem os resultados aos pais, para incentivar o acompanhamento do aluno orientando-o sobre como fazê-lo;
*utilizem os resultados para planejar, propor executar ações, na sala de aula e na escola, para buscar a resolução dos problemas encontrados, modificar estratégias e procedimentos de ensino que não se mostram adequados para avançar naqueles pontos em que os resultados se mostraram insatisfatórios (Brasil 2008).
OBJETIVOS DE LEITURA:
compreensão de textos lidos e reflexões sobre as suas finalidades e os contextos em que foram produzidos (autor, época, lugar, modos de circulação, dentre outros); desenvolvimento das habilidades e estratégias de leitura necessárias à compreensão dos textos (antecipar sentidos, ativar conhecimentos prévios, localizar informações explícitas, elaborar inferências, apreender sentidos globais do texto, reconhecer tema, estabelecer relações de intertextualidade etc.);
compreensão de textos, considerando-se os efeitos de sentido provocados pelo uso de recursos linguísticos; ampliação do vocabulário, a partir do contato com textos e obras de referência, dentre outras possibilidades; reflexões relativas às temáticas tratadas nos textos.
A partir da análise da produção escrita feita pelo aluno, o professor poderá observar se há e quais são as dificuldades de ordem linguística: 1) ortográfica (por exemplo, se a dificuldade está no uso de S, SS, SC e Ç ou no uso de M e N antes do P e B na omissão de consoantes como em “Pa faze” no lugar de para fazer, ou nas trocas de fonemas como em bicicreta, ao invés de bicicleta, tec... , 2) morfológica (por exemplo se o aluno sabe utilizar adequadamente prefixos e sufixos como em infelizmente, desinência nominal em Gênero e número como em meninos e meninas, tec... , 3) lexical ( por exemplo, analisando se o aluno faz a seleção e uso adequado dos itens lexicais) e 4) sintática ( por exemplo, averiguando se há dificuldades de aglutinação porfavor ou de separação o brigado. Além de possibilitar uma análise dos problemas (quando houver) de ordem textual, no que tange a coesão ( por exemplo, o uso adequado de elementos coesivos, permitindo uma leitura fluída) e a coerência ( por exemplo, atendendo a proposta da produção textual, utilizando elementos extratextuais, etc.
[...] o gesto de articular os conteúdos exige do professor um olhar para si mesmo e para sua própria prática de forma que isso o ajude a responder questões como:
 o que os meus alunos já sabem?
O que ele ainda precisam saber para chegar ao conhecimento que lhes falta?
Como devo ensinar?
Quando ensinar? O que está dando certo?
Em que estou falhando?
O que está causando dispersão?
Outra coisa a se considerar é que a atividade de leitura não possui uma única faceta, com relação a isso , os PCNs de Língua Portuguesa (Brasil, 1998) ilustram o trabalho com a leitura de textos escritos a partir de sugestões didáticas como:
Leitura autônoma: o aluno lê textos para os quais  já desenvolveu certa proficiência, sem a mediação do professor.
Leitura colaborativa: o professor lê um texto com os alunos e levanta questionamentos sobre os índices linguísticos utilizados para produzir determinados sentidos ao texto. Os alunos participam e descrevem quais pistas linguísticas utilizaram para elaborar as antecipações , inferências e verificações. É ideal para que os alunos observem diferentes sentidos produzidos a partir de diferentes pontos de vista.
Leitura em voz alta pelo professor : é o caso da leitura de capítulos ou livros feita pelo professor, são em geral escolhidos textos de difícil compreensão se fossem lidos isoladamente pelos alunos.
Leitura programada: o professor segmenta uma obra em partes e divide entre os alunos com intuito de promover uma discussão e ou uma apresentação. O professor pode complementar expondo informações sobre o contexto de produção de obra, a biografia do autor etc.
Leitura de escolha pessoal : trata-se de um incentivo aos alunos par aa constituição do gosto pessoal. Para isso, pode ser sugerido um gênero textual. Um autor ou um tema, os alunos selecionam o texto ou livro , realizam a leitura e apresentam em sala de aula suas impressões, comentários etc (BRASIL 1998).
Riofil et al 2008 p. 64 destacam ainda a possiblidade de se explorar diferentes textos nas situações guiadas de leitura, sem necessariamente se prender a um modelo de texto ideal. Para os autores é possível obter excelentes resultados a partir de textos menos convencionais por exemplo uma música de rap ou um texto extraído de uma embalagem de chá, entendendo que não há necessidade de restringir o trabalho de Língua Portuguesa a textos que consideramos bons ou agradáveis, ou mesmo àqueles de reconhecido valor social (RIOLF et al, 2008 p.66).
Nas aulas de leitura , a opressora Rosa compartilhou uma releitura da obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. A professora observou que os alunos apresentaram diferentes interpretações sobre o mesmo texto, alguns entenderam que era um livro sobre fatos históricos, outros um livro sobre a perversidade contra o povo .Refletindo sobre  situações como essas que ocorrem com frequência em sala de aula, justifique como isso é possível, ou seja, como pode haver duas leituras distintas de uma mesma obra? Houve uma pluralidade de leitura e de sentidos. Como a produção de sentidos na leitura pode variar conforme os objetivos de leitura e a influência dos conhecimentos linguísticos, enciclopédicos e interacional , por essa ração é possível vislumbrar a pluralidade de leituras e de sentidos durante a leitura.
BEST-SELLERS  (como são conhecidos os livros mais vendidos) tem sido composta, em geral por livros de menor complexidade textual. Segundo Riolfi et all 2008 p. 76, a busca dos consumidores é por “boas histórias”, por um livro leve e ou textos que respondam a angústias e promovam sucesso pessoa e ou profissional. Os autores defendem que já se foi o tempo em que literatura estava claramente definida e associada às belas artes. Agora, a preferência dos leitores se debruça sobre obras mais digeríveis , de consumo rápido , o que eu difere da essência literária  que “[...] há quase dois séculos opõe-se ao natural, ao normas, ao palatável “ Riolfi et al 2008 p. 77. Porém por razões textuais ou históricas, não atendem as expectativas de um texto literário. Com esses livros, seria viável realizar a análise da sua composição demonstrando “[...]como as estratégias discursivas se repetem nesse tipo de obra” Riolfi et all 2008 p. 79. Nesse sentido, as aulas de literatura se tornariam também um espaço de criticidade e de análise dos textos produzidos e consumidos nos dias de hoje.
Alguns objetivos de leitura em sala de aula:
*Meio para obter conhecimentos e informações;
*Meio para obter uma informação específica acerca de algo;
*Uma atividade para ampliar conhecimento;
*Uma ferramenta para analisar, comparar, prever e ressignificar o mundo;
*Uma atividade de prazer e de fruição.
Os objetivos da leitura permitem:
*A escolha do tipo de texto e;
*Leva-nos a ler de maneira diferente, isto é, nem sempre lemos com o mesmo objetivo diferentes tipos de textos. Exemplo: quando escolho um jornal para a leitura, meu objetivo é obter informações; quando escolho um poema, meu objetivo  pode ser a fruição de ideias e sentimentos(leitura por prazer).
Em consonância com Rilfi et all 2008, os chamados livros paradidáticos são em geral, constituídos de uma linguagem empobrecida, com a intenção de facilitar“ a leitura do público jovem. Já as adaptações, muitas vezes deixam de se apresentar como adaptações e acabam se passando por obras originais. As releituras e adaptações se distanciam muito da riqueza da obra original e, por consequência, não propiciam as mesmas emoções e encantamento no leitor, uma vez que foram desenvolvidas com fins pedagógicos e com o aspecto moral de se buscar sempre uma lição a tirar da leitura realizada. Na opinião de Riolfi et al 2008 p 80-1, esta se torna uma ação pedagógica frustrada, por em nome de uma pretensa “formação global” do adolescente, os livros mais parecem manuais de auto ajuda, desinteressantes, mal escritos, que não cumprem outra função senão de fazer o jovem se desinteressar pela literatura. Assim o resultado é uma formação às avessas: a aluno sai da escola pensando que literatura são histórias chata sem que personagens mais chatas ainda dizem o que deve ser feito e sobretudo, o que não se deve fazer. Dito isso, é possível levantar dois pontos de antemão: 1) o professor não pode cair na tentação de se restringir aos textos literários que se encontram na biblioteca de sua escola e 2) é preciso estar atento para que o ensino de literatura não seja confundido com aspectos de moralidades engendradas nas famosas questões “que lição pe possível tirar dessa história?” ou qual a moral da história? As implicações do ensino de literatura não devem, portanto, ser associadas à lógica utilitarista  dos livros de autoajuda, que têm como função ensinar ao leitor como agir na sua vida para obter maior êxito pessoal ou profissional. Sobre essa questão, os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (Brasil 1997 p 30 advertem que o ensino da literatura não deve ser tratado coo “[...] expediente para servir de ensino das boas maneiras dos hábitos de higiene, dos deveres do cidadão, dos tópicos gramaticais das receitas desgastadas do “puro prazer”, etc). Essa conduta, segundo tal documento, não contribui para a formação do aluno como leitor capaz de reconhecer “as sutilizas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade as construções literárias”. Conforme Riofi et al 2008 , a palavra literária atrai o leitor pelo puro deleite, e esse deve continuar sendo seu diferencial, especialmente na sociedade morna na qual estamos inseridos, em que para que algo receba atenção, é necessário apresentar uma utilidade. Assim, é importante compreender que a literatura não serve simplesmente para nos oferecer respostas. Ela também o faz mas não mediante uma caricatura deformada de suspensão de problemas. Se assim fosse, o que faríamos com toda a literatura que coloca em evidência não a figura do herói mas a do anti-herói envolto em dúvidas,  espasmos e ações contraditórias? (Riolf et al., 2008 9,098).
A literatura tem, portanto, uma essência desestabilizadora, que pode despertar no leitor o gosto, o desgosto ou a dúvida, mas são essas as particularidades que a caracterizam. Observe por exemplo, o excerto do poema Versos Íntimos de Augusto dos Anjos:
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga
Escarra nessa boca o que te beija!
A escrita do poema pode despertar gosto, desgosto ou dúvida, e diante disso o professor deve acolher as diferentes reações dos alunos debate-las nas aulas de literatura. Segundo Riolfi et al 2008  o professor  não deve naturalizar esse tipo de texto, fingindo que ele mesmo não se espanta, é preciso discutir o estranhamento com os alunos. Para os autores, a questão do gosto passa pela reflexão e, nesse aspecto, é importante não “tentar pasteurizar os modos pelos quais um homem goza” (Riolfi et al 2008 p 100. Logo é necessário aceitar os diferentes gostos literários, considerando que haverá por exemplo, alunos apaixonados por Machado de Assis e outros que o renegam, alguns deslumbrados com poesias enquanto outros nem tanto. Mas, sobretudo, é relevante que aos alunos veja essa a oportunidade de construir esse gosto literário e de se posicionarem criticamente com relação à literatura. Essas justificativas tornam evidente a importância de se ensinar literatura. Não podemos deixar de mencionar que a literatura se constitui como legado cultural, propiciando ao leitor vivenciar outras culturas e outras épocas, além de conhecer a própria cultura e até mesmo se identificar com o texto lido. A literatura serve também para acessa a história e ao mesmo tempo outros textos, uma vez que toda leitura é atravessada por outras leituras que constroem e situam o seu contexto. Você não deve se esquecer de que por meio da literatura o aluno entra em contanto com a composição narrativa. Ao se aproximar de diversas narrativas, o aluno pode cotejar diferentes complicações e desfechos, muitas vezes inesperados.
Você pode suscitar os alunos a curiosidade pelas obras, comentando um pouco mais obre os mistérios da autoria do livro, uma vez que  há quem refute a existência e mesmo a autoria de Homero. Você pode também discutir com os alunos as diferenças entre a mitologia descrita nas referidas obras e o cristianismo como principal religião do mundo ocidental nos dias de hoje. Ou ainda refletir sobre a linguagem poética utilizada pelo autor, quando por exemplo descreve o nascer de  um novo dia com o aparecimento da Aurora (uma deusa) e seus dedos cor de rosa (associando a imagem e as cores formadas no céu ao amanhecer).
Literatura nacional e estrangeira para Riofi et al 2008, em virtude dos vestibulares os alunos do Ensino Médio já possuem em seu currículo a ênfase na literatura nacional . Sendo assim, valeria a pena trabalhar com a literatura estrangeira no Ensino Fundamental, explorando por meio das leituras a análise comparativa de linguagens e culturas.
Adaptações em quadrinhos emprestando as palavras de Riolfi et al 2008 p. 82, “as histórias em quadrinhos há muito flertam com a literatura”. Assim é possível realizar várias atividades envolvendo excelente adaptações em quadrinhos da literatura como, por exemplo, adaptação de Caco Galhardo ou a de Will Eisner para o clássico Dom Quixote.
Por fim, Pelandré et al 2011 sugerem ao professor organizar saraus literários em que os alunos compartilhem por meio da leitura em voz alta textos temáticos. Ou ainda convidar autores de literatura infantil ou cordel para dialogarem com os alunos sobre suas obras e promover a audição de seus textos. Desenvolver uma sessão audiovisual também pode ser uma boa dica de trabalho, pois os alunos poderiam assistir aos filmes criados a partir de oras literárias (adaptações como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Orgulho e Preconceito e o Cortiço estão disponíveis em filmes). Outra opção seria ouvir músicas adaptadas de poemas e ou  poesias declamadas ( a obra do poeta brasileiro Ferreira Gullar é interpretada na música Traduzir-se, de Adriana Calcanhotto e apode ser uma boa proposta).
O ensino da língua implica o ensino da produção e da compreensão oral e escrita. Portanto, ensinar a língua escrita deve partir desse reconhecimento transmitindo-o aos alunos. Escrever implica trabalhar com uma outra ordem da língua (RIOLFI et al 2008 p. 118).  Sem se preocupar com uma revisão desse texto, assim, não há compreensão de que a escrita é produção de reflexão de trabalho comum a linguagem (RIOLFI et al 2008 p. 140).
Técnica de cloze, que consiste em lacunar um texto após uma breve introdução de três ou quatro linhas.
Riolfi et al 2008 , criticam a forma como as atividades de ensino da escrita findam na escrita individual e coletiva ou em correções sem explicações e discussões. Pensando nesse cenário, indique duas possíveis intervenções que o professor de língua portuguesa pode propor no ensino da escrita: debates – forca – ditado – produção de textos com refacção. Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL 1998) a refacção é extremamente relevante no ensino de língua portuguesa, pois faz parte do processo da escrita. Com base nessa afirmação, identifique pelo menos duas contribuições :  o aluno melhora a observação na escrita e na formação cognitiva e linguística, através de sua produção e refacção.
A dicotomia(divisão de um elemento em duas partes, em geral contrárias, como a noite e o dia, o bem e o mal, o preto e o branco, o céu e o inferno etc) entre oralidade e escrita percebendo como estas não se opõem mas  convivem harmoniosamente em diferentes práticas sociais. A escrita serve a função da interação com sujeitos ausentes, exige para isso recursos bem distintos da função da interação com sujeitos ausentes, exige para isso recursos bem distintos da oralidade, tais como o domínio de pontuação, de ortografia, de elementos coesivos, de regras gramaticais entre outros. Nesse contexto, o professor poderá cotejar as modalidades de língua demonstrando aos alunos suas singularidades e a forma apropriada de uso de cada uma.
Ao professor cabe o papel essencial de instrumentalizar e repertoriar o aluno para tecer palavras ou seja para ser autor de textos. Para isso não basta o ensino da gramática ou de uma linguagem enclausurada nas regras é preciso que o aluno saiba fazer uso social dessa escrita, reconhecer sentidos além do utilitarismo capitalista, ser autor, mas também ser leitor. Cabe perceber na escrita o movimento de revisão de retorno e finalmente de conclusão.
--A dicotomia entre oralidade e escrita, percebendo como estas não se opõem , mas convivem harmoniosamente em diferentes práticas sociais. A escrita serve à função da interação com sujeitos ausentes, exige para isso recursos bem distintos da oralidade, tais como o domínio de pontuação, de ortografia, de elementos coesivos, de regras gramaticais, entre outros.  Nesse contexto, o professor poderá cotejar as modalidades de língua, demonstrando aos alunos sua singularidade e a forma apropriada de usos de cada uma.
-- Cabe ao professor o papel essencial de instrumentalizar e repertoriar o aluno par tecer palavras, ou seja , para ser autor de textos. Para isso não basta o ensino da gramática ou uma linguística enclausurada nas regras, é preciso que o aluno saiba fazer  social dessa escrita, reconhecer sentidos além do utilitarismo capitalista, ser autor, mas também ser leitor. Cabe perceber na escrita o movimento de revisão, de retorno e finalmente, de conclusão.
Os aspectos gramaticais que regulam a estrutura da língua português devem ser contemplados no trabalho escolar, mas, a linguagem constituem o objeto de estudo principal.
Quando se desenvolve a narrativa de um texto com os alunos e posteriormente se levanta questões como quem são os personagens da história? Ou o que fulano perguntou para ciclano? Para Riolfi e colaboradores 2008 p. 30 esses exercícios se limitam “[...] a verificar se o aluno é capaz de recuperar os conteúdos explícitos no texto, sem que recorra à sua materialidade linguístico-discursiva”. Alternativas de trabalho para o professor de língua portuguesa seriam propor aos alunos , na análise do texto , a verificação de por exemplo de ambiguidades (refere-se àquilo que possui um ou mais sentidos, podendo inclusive ser contraditório) de contradições (incoerência textual) de ironias, de intertextualidades, entre outros efeitos que geram diferentes Quando se desenvolve a narrativa de um texto com os alunos e, posteriormente, se levanta questões como “Quem são os personagens da história? Ou O que fulano perguntou para ciclano? Para Riolfi e colaboradores (2008 p 30), esses exercícios se limitam “[...] a verificar se o aluno é capaz de recuperar os conteúdos explícitos no texto, sem que recorra à sua materialidade linguístico-discursiva”.
-- Alternativas de trabalho para o professor de língua portuguesa seriam propor aos alunos, na análise do texto, a verificação, por exemplo, de ambiguidades, de contradições (incoerência textual), de ironias, de intertextualidades, estre outros efeitos que geram diferentes sentidos no texto. Para ilustrar essa indicação, observe os exemplos representados nos textos 1e 2.sentidos no texto .
--O GLD (guia do livro didático) considera que o aluno do segundo segmento do Ensino Fundamental já detém o conhecimento do código escrito e, portanto, necessita de intervenções que :
1-aperfeiçoem sua formação como leitor e produtor de textos,
2-desenvolva competências e habilidade s de leitura e escrita exigidos para novas e diferentes práticas de letramento;
3-amplie sua reflexão sobre as propriedades e o funcionamento da língua portuguesa e
4- desenvolva habilidades para o uso público e escolar da língua oral. (BRAISLI, 2013
.ESCRITA: e seus dedos cor de rosa (associando a imagem e as  cores formadas no céu ao amanhecer).
Reflexões sobre as situações sociais em que se escrevem textos; Desenvolvimento de estratégias de planejamento, reescrita, revisão e avaliação dos textos, considerando-se a sua adequação às variedades linguísticas; Reflexões sobre os gêneros textuais adotados nas situações de escrita; Reflexões sobre os recursos linguísticos empregados nos textos.
Na  análise e escolha dos livros de literatura infantil, vc deverá levar em conta:
*A qualidade técnica e estética do livro;
* A linguagem deve ser adequada aos interesses do leitor de modo que possam desperta-lhe a imaginação, o prazer da leitura e a sua criatividade;
*O material do qual é feito o livro deve ser adequado a quem se destina, por isso, deve apresentar-se com qualidade suficiente para possibilitar que a criança o explore;
* Apresentar temas de interesses das crianças de forma que al leitura seja agradável e desafiador;
O aluno coloca em ação toda a bagagem daquilo que já tem construído. No caso da leitura, considerar os conhecimentos prévios dos alunos quanto à leitura significa:
*buscar informações que os alunos tem sobre a linguagem (conhecimento linguísticos);
*Buscar informações sobre os conhecimentos que os alunos já sabem sobre os conteúdos a ser tratado, bem como os limites desses conhecimentos;
*Buscar os conhecimentos que os alunos têm a cerca dos diferentes gêneros textuais, isto é, sobre a sua estrutura e finalidade.

ESFERAS SOCIAIS PROPOSTAS PELA BNCC:
práticas da vida cotidiana – atividades do dia a dia, no espaço doméstico/familiar, escolar, cultural, profissional que crianças, jovens e adultos vivenciam; práticas artístico-literárias – criação e fruição de produções literárias, representativas da diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências estéticas; práticas político-cidadãs –textos das esferas jornalística, publicitária, política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que impactam a cidadania e o exercício de direitos; práticas investigativas – textos que possibilitem conhecer os gêneros expositivos e argumentativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao estudo, à pesquisa e à divulgação científica, favorecendo a aprendizagem dentro e fora da escola; práticas culturais das tecnologias de informação e comunicação – textos que possibilitem a comunicação a distância e a compreensão de características e modos de produzir, divulgar e conservar informação, experimentar e criar novas linguagens e formas de interação social; práticas do mundo do trabalho – textos que possibilitem conhecer os gêneros, a linguagem e as práticas relacionadas ao mundo do trabalho, bem como discutir temáticas relativas ao trabalho na contemporaneidade.


VÍDEOS
-- O que podemos sugerir, em relação aos atrativos externos, as imagens e os programas televisivos , é selecionarmos o tipo de filmes e programas para levar à sala de aula e o mais importante, é sermos mediadores entre a programação (filme, propaganda, novelas, imagens, etc.) e o aluno.

--Após assistir vídeo, apresente sugestões de atividades para serem desenvolvidas nos momentos de rotina.
 modificar o vídeo ,ou o texto: desenvolver o final do vídeo, edição do material, adaptando à realidade.